Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018


Recomendações da Carta Aberta são reforçadas para novos governantes

Concluídas as eleições nacionais, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e o Instituto de Arquitetos do Brasil reforçam as recomendações contidas na “Carta Aberta aos Candidatos nas Eleições de 2018 pelo Direito à Cidade”.  O pleito, segundo o documento, constituiu “uma oportuna ocasião para identificar o compromisso e a vontade política dos (as) candidatos (as) na construção de uma agenda que contemple uma política pública de Planejamento Urbano Solidário e Inclusivo, que seja o vetor da Democracia no Brasil e contribua para tornar nossas cidades humanas, justas e sustentáveis”. São apresentadas 53 propostas para os candidatos, agora eleitos, aos cargos de Presidente da República, governadores e parlamentares federais e estaduais.

O documento lembra que “o Brasil tem competência técnica para tratar dos problemas urbanos e não faltam planos ou leis para tanto. No entanto, é imperativo implementá-los, o que exige uma assertiva decisão política para colocar em prática uma reforma urbana baseada na função social da cidade prevista na Constituição de 1988 e regulamentada pelo Estatuto da Cidade”.

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, afirmou repetidas vezes que pretende reduzir o número de ministérios, mencionando entre eles o Ministério das Cidades. Sua ideia é “uma Federação de verdade” em que os recursos federais – para os diversos setores – sejam “liberados automaticamente e sem intermediários para os prefeitos e governadores”. Segundo seu programa, as obras e serviços públicos serão mais baratos e terão maior controle social.

A Carta-Aberta do CAU/BR e do IAB, afirma que “para a efetiva construção de um pacto para o desenvolvimento com qualidade de vida das cidades, é preciso reconhecer a necessidade de descentralizar a definição das políticas locais, bem como a sua execução. A diversidade dos problemas dos 5.570 municípios brasileiros requer o apoio efetivo dos governos estaduais e federal, porém a decisão do governo local deve prevalecer, sem prejuízo do desenvolvimento regional e nacional. Fortalecer o governo local para a administração das cidades é fortalecer o pacto federativo e reconhecer as diversidades regionais”.

O documento das entidades, no entanto, defende a manutenção do Ministério das Cidades, “com autonomia técnica, preservando-o de ingerências político-partidárias”. O MCidades é responsável pelas políticas nacionais de habitação, saneamento básico, mobilidade e desenvolvimento urbano. “O Ministério pode não estar dando conta direito de suas atribuições, mas sua extinção está longe de ser a melhor solução”, afirma o arquiteto e urbanista Luciano Guimarães, presidente do CAU/BR.

“Em nome do planejamento racional em termos financeiro e de infraestrutura, tais áreas exigem programas e investimentos integrados, envolvendo os setores público e privado, com participação democrática da sociedade. Para tanto é essencial um plano nacional de desenvolvimento social e econômico que priorize a qualidade de vida nas cidades, atrelando a ocupação dos territórios à economia e considerando as especificidades regionais”.

O documento das entidades defende também o restabelecimento do Conselho Nacional das Cidades e o reforço da atuação dos Conselhos nas esferas estaduais e municipais, “assegurando a participação social no mínimo em igual proporção aos agentes públicos”. Igualmente propõe a democratização da gestão das cidades, com a construção de mecanismos para estimular a participação cidadã nas decisões.

CAU/BR e IAB propõem a ajuda federal para o fortalecimento das estruturas de suporte técnico dos municípios para orientar o planejamento das cidades, em especial das pequenas e médias. No caso das metrópoles, as entidades propõem a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Integrado, visando articular os recursos destinados às funções públicas de interesse comum das regiões metropolitanas. O Fundo era previsto no projeto do Estatuto das Metrópoles mas foi vetado quando a lei foi sancionada.

Nivaldo Andrade, presidente do IAB, lembra que a Carta-Aberta foi uma agenda supra partidária dos arquitetos e urbanistas e que foi “muito bem recebida e teve uma boa repercussão” entre diversos candidatos, não apenas à Presidência da República como aos governos estaduais. O presidente eleito, contudo, não se manifestou. “Esperamos que agora, eleito, ele possa dar um retorno sobre essas bandeiras. Lamentavelmente, algumas medidas já anunciadas por ele como a extinção do Ministério das Cidades vão de encontro com aquilo que é proposto na Carta, que propõe uma pasta ainda mais forte tecnicamente”.

Texto e imagem: IAB – Departamento Nacional


Que tal estagiar na 20ª Mostra de Arquitetura Alagoana?

A exposição itinerante da 20ª Mostra de Arquitetura Alagoana ocupará algumas faculdades de arquitetura do estado. Para cada uma dessas ocupações, abriremos um edital de seleção de estagiários/as. Se você estuda numa das instituições de ensino de Arquitetura em Alagoas e tem interesse em ser um/a monitor da mostra, confira as atualizações desta página:

11/09: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (UNIT)
14/09: Tatiane Kelly Rodrigues e Mario Jorge Moreira Lira foram os selecionados.

25/09: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (IFAL)
25/09: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (IFAL) – RETIFICADO
01/10:  Maryanna Alves Oliveira e Vanessa Gomes Santana foram as selecionadas.

16/09: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (UNINASSAU)

29/10: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (CESMAC)
01/11: Amanda Lins Afonso Ferreira e Thaiana Teixeira Leão foram as selecionadas.

13/11: EDITAL DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (UFAL/MACEIÓ)
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A 20ª edição da mostra é comemorativa e apresenta ao público um pouco da sua própria história.  A iniciativa do IAB-AL conta com o patrocínio da Algás e a parceria das faculdades que estão recebendo a exposição.


A irreparável perda do Museu Nacional

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), cumprindo sua missão de contribuir para o desenvolvimento técnico-científico e sociocultural do país e para a preservação do patrimônio cultural nacional, lamenta profundamente pela perda irreparável do Museu Nacional, instituição central da cultura e da ciência brasileiras localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, que ardeu em chamas na noite do último dia 02 de setembro.

O incêndio da Quinta da Boa Vista não somente deixou em ruínas um conjunto arquitetônico declarado patrimônio nacional, mas também destruiu milhões de peças e documentos históricos pertencentes ao seu acervo, que estavam entre os mais representativos da história brasileira, de relevância mundial. Trata-se, portanto, de uma perda irreversível, que está sendo lamentada por todos que se preocupam com a cultura e a memória brasileiras, no país e no exterior.

A destruição do Museu Nacional, no ano em que completa 200 anos de fundação e 80 anos de tombamento, é resultado da expressiva redução, observada nos últimos anos, nos investimentos em cultura, educação e ciência. Os problemas decorrentes da escassez de recursos para sua manutenção eram amplamente conhecidos, tendo sido objeto, nos últimos anos, de diversas matérias publicadas pela imprensa nacional. Um orçamento de menos de 14 mil reais mensais para a manutenção de um equipamento dessa importância é representativo da ausência de compreensão da sua importância para a história, a cultura e as ciências brasileiras. Demonstra ainda a escassa aplicação de recursos no custeio das políticas culturais e científicas, um cenário que tende a se agravar com medidas de austeridade que congelam investimentos nestes setores pelas próximas décadas.

Apesar da existência, há 81 anos, de instituições e leis voltadas à preservação do patrimônio cultural nacional, a efetiva salvaguarda dos nossos bens culturais esteve sempre limitada pelos reduzidos recursos humanos e econômicos destinados a essas ações. O Museu Nacional, por exemplo, não dispunha das instalações necessárias para prevenir e combater incêndios, que certamente teriam levado o recente incidente a um outro desfecho, menos traumático.

Para denunciar o abandono ao qual o patrimônio cultural brasileiro encontra-se relegado, o IAB e instituições parceiras promoveram, há pouco mais de duas semanas, um “abraço ao patrimônio”, que envolveu centenas de pessoas em 27 localidades de 13 Estados, de Presidente Figueiredo, no Amazonas, a Santana do Livramento, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai.

É preciso aprender nos momentos de crise. O Centro Histórico de Quito, primeiro sítio urbano do mundo a ser inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, foi atingido por um terremoto devastador em março de 1987; no final do mesmo ano, aproveitando a comoção nacional provocada pela destruição, foi criado no Equador o “Fundo de Salvamento do Patrimônio Cultural”, que instituiu a mais exitosa experiência de preservação do patrimônio urbano na América Latina, referência nos últimos trinta anos ao garantir os recursos necessários para a preservação da memória nacional equatoriana

Frente à perda do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, o IAB conclama a sociedade e as instituições preocupadas com a preservação da nossa cultura e da nossa memória a exigir da Presidência da República e do Congresso Nacional a imediata criação de um fundo permanente, gerido pelo IPHAN e pelo IBRAM, que garanta a manutenção dos museus nacionais e a preservação do nosso patrimônio cultural, independentemente dos interesses políticos de cada momento.

Do mesmo modo, devemos exigir dos candidatos à Presidência e ao Congresso Nacional que se comprometam com a criação e manutenção desse fundo. Recentemente, o IAB e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) divulgaram a “Carta Aberta dos Arquitetos e Urbanistas aos Candidatos nas Eleições de 2018 pelo Direito à Cidade”, que já apresenta propostas neste sentido e que está sendo entregue aos candidatos de todos os partidos, em todo o Brasil. A proposta de criação de um fundo permanente de preservação do patrimônio cultural vem detalhar essas propostas.

Salvador, 03 de setembro de 2018

Nivaldo Vieira de Andrade Junior
Presidente Nacional do IAB


Conheça nosso horário de funcionamento

01/08/2018

Retomamos o atendimento ao público e, a partir de hoje (1), o nosso horário de funcionamento será das 13h às 17h, de segunda à sexta. Nossa sede está localizada no Espaço Amplo (Rua do Jardim Ernani Gomes, Loteamento Jardim Aristides, nº 108, Serraria, Maceió).


20ª Mostra de Arquitetura Alagoana será lançada em 18 de junho

 15/06/2018

O departamento alagoano do Instituto dos Arquitetos do Brasil passou por um período de organização interna e, agora, convida arquitetos, urbanistas e demais interessados para participarem, no próximo dia 18, a partir das 19h, do coquetel de inauguração da sua nova sede.

Na ocasião, o IAB fará o lançamento da Exposição Itinerante da 20ª Mostra de Arquitetura Alagoana, que vai contribuir com a difusão e a valorização da arquitetura local.Além disso, serão apresentados trabalhos de arquitetos artistas convidados e uma pesquisa sobre o acervo do instituto.

A nova sede do IAB-AL está localizada no Espaço Amplo, no Loteamento Jardim Aristides, nº 108, na Serraria, em Maceió

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IAB lança edital da 20ª Mostra de Arquitetura Alagoana

O departamento alagoano do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-AL) divulgou nesta sexta-feira (15), em suas mídias, o edital da 20ª Mostra de Arquitetura Alagoana e do XIII Prêmio Anual. Esse último é um reconhecimento a trabalhos participantes da mostra, que será realizada a partir de janeiro de 2018. Poderão ser inscritos projetos arquitetônicos locais ou que tenham pelo menos um autor alagoano, caso seja uma iniciativa de fora do estado. As inscrições seguirão abertas até o dia 12 de janeiro.

Ao longo dos anos, a mostra promovida pelo IAB-AL vem se consolidando como um importante instrumento de divulgação e valorização da arquitetura realizada em Alagoas e, na sua nova edição, vai integrar as comemorações referentes aos 40 anos do instituto. A partir de uma exposição itinerante que será realizada em escolas de Arquitetura e Urbanismo do estado e em outros lugares de referência a partir de março, o evento vai ajudar a contar um pouco da história da entidade .

Clique aqui para acessar o edital.
Outros arquivos: Ficha de inscrição. Template.

 

Atualização (12/01/2018):
O prazo para inscrição foi prorrogado. Clique aqui para ler a errata.


Nota pública: Pela liberdade da nossa memória

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Diante de recentes ameaças ao patrimônio cultural alagoano,

o IAB Alagoas lança uma nota pública com reflexões acerca da memória cultural do nosso estado.

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Clique aqui e confira a nota na íntegra.


IAB/AL relembra campanha nacional em prol da ética: O trabalho do arquiteto não tem preço. Tem valor!!!

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Criatividade, conforto e segurança.

O trabalho de um arquiteto e urbanista proporciona isso e muito mais a seus clientes,
projetando com talento e conhecimento técnico não só suas casas e escritórios, mas cidades inteiras.

Arquitetos e urbanistas são fiscais da qualidade das construções.
Por isso, o Código de Ética e Disciplina dos arquitetos e urbanistas
proíbe práticas como receber honorários de duas partes de um mesmo contrato
e comissões ou vantagens pela especificação de produtos ou indicação de fornecedores – a chamada “Reserva Técnica”.

Elas colocam em risco a confiança de seus contratantes,
o bom conceito da profissão e o respeito dos colegas e dos cidadãos em geral.

O arquiteto defende sua profissão,
é ético e protege os interesses da sociedade acima de tudo.


CONFIRA O MANIFESTO DO IAB SOBRE SITUAÇÃO POLÍTICA NACIONAL

A Direção Nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) divulgou nesta quarta-feira, em maio, um manifesto sobre a atual situação política nacional. No documento, a entidade reafirma o seu compromisso histórico com a democracia, o desenvolvimento, a cultura e o bem-estar do povo brasileiro e considera que o presidente Michel Temer não tem mais condições para continuar como presidente da República.

O documento reforça manifestações anteriores em defesa do Direito à Cidade e da democratização do sistema urbano. Clique aqui e confira o texto na íntegra.


CHAPA ÚNICA ELEITA PARA O TRIÊNIO 2017/2019!

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Composição CHAPA ÚNICA:

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O período de inscrição de chapas ocorreu de 01 a 07 de dezembro de 2016, no
período das 14hs às 17hs, na sede do IAB/AL, período em que o Regulamento
Eleitoral esteve disponível no site oficial do IAB/AL: www.iabal.com.br

Houve uma Chapa Única inscrita, a qual foi eleita no dia 12/12/2016.

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Diretoria
Presidente: Isadora Padilha de Holanda Cavalcanti
Vice-presidente: Josemée Gomes de Lima
1º Secretário: Pablo Cavalcante de Albuquerque Fernandes
2º Secretário: Lívia de Oliveira Martins
1º Tesoureiro: Sandra Amália Santos Januario
2º Tesoureiro: Renata de Oliveira Costa Medeiros Netto
Diretor cultural: Tatiana Sebastião da Silva

Conselho Superior
1º Titular: Josemée Gomes de Lima
2º Titular: Lívia de Oliveira Martins
3º Titular: Vivaldo Ferreira Chagas Júnior
1º Suplente: Margíria Mercia Carvalho Oliveira França
2º Suplente: Adriana Pacheco de Souza
3º Suplente: Jaqueline Pimentel Moura

Conselho Fiscal
1º Titular: Mário Aloísio Barreto Melo
2º Titular: Marcos Antonio da Rocha Vieira
3º Titular: Roberta Maria Rosas Garcia Araújo
1º Suplente: Vivaldo Ferreira Chagas Júnior
2º Suplente: Margíria Mercia Carvalho Oliveira França
3º Suplente: Adriana Pacheco de Souza















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